Agora são Horas e Minutos - Bem vindo ao meu site

03/02/2007

Solidão...
"Ser Só"Se estas só não fiques triste, Da ouvidos à solidão e fala com o outro lado de ti, Ficarás assim em presençaa do teu maior amigo. Aquele ser invisivel a quem pedes conselhos, Com quem dialogas em pensamento, A quem pedes compreensão para contigo. Vais descobrir coisas lindas todos os dias, Vais com ele até à tua infância, Com ele, vais em busca do futuro, Com ele dividirás tristezas e alegrias, Com ele descobrirás a tolerância, Com ele navegas pelo seguro. Estavas só e triste, Mas um novo aliado já descobriste.S ê forte e continua as tuas descobertas, Agora na outra face do teu ser, Aqui há também um inimigo, O que te tira o sono, O que te tira o prazer. Mas ouve-o, escuta-o com atenção, Ele tem coisas para te dizer. Coisas más, por certo, Coisas terríveis, às vezes, Mas não fiques triste, Mantem o teu espírito aberto. Este inimigo vai-te tentando,Vai-te obrigando a fazer o que tu não queres, Vai estar contra o teu amigo também, Mas... luta, luta porque vale a pena. São duas forças contra uma, A tua e a do teu amigo, São dois contra o exterminador. Mas uma batalha perdida Não significa perder a guerra, Se tudo for feito com amor. Como vês, não estas só! Se não estas só, não podes estar triste. Então abre o teu espírito à convivência, Continua a dialogar contigo próprio, Um dia sorrirás de alegria, Quando olhares à volta do teu "EU" E vires uma imensa multidão Que te dá vivas e te adora. Se estás só, não fiques triste, Porque afinal a maior tristeza É a de pensar que estás só. Não tens razão para estar triste, Porque afinal a palavra Só não existe!
Solidão …
Imagem devastadora, Solidão vive sozinha; Mansidão aterradora, Em Ego, que é vizinha.
Nuvem negra faiscada, Céu infinito sem cores; Chuva nua relampejada, Tempo bruma sem flores!
Pássaro sem asa, sem pio, Corpo desprovido, ao frio,Vida num resfolgar vazio, Folha perdida sozinha no rio…
Amor sem raiz e sem rama; União a solo sem parceiro; Segredo inabitado de cama; Beijo, lábios sem companheiro…
Cisne em lago preto de lama, Brancura desligada de encanto, Patinho feio em lago de trama, Cisne ternura pintado em pranto.
Para amigo ou desconhecido, Amizades sinceras aconselho, Apagar solidão, com Cupido, Beleza na alma e alegria, desejo.
Na cela da solidão
Entre as paredes da vida, por malfadada paixão, deixaste a alma detidana cela da solidão. Deste-te à noite e ao vento, à estrada, ao frio e à chuva, bateste no desalento ao fazer perigosa curva. Andaste a pão e laranjas, pisaste poças de lama, não tens madeixas nem franjas, nem mantas na tua cama Caiu-te o viço e a graçasem que gritasses vitória, beijaste a boca à desgraça entre um bagaço e chicória. Deixaste a dor penetrar, calaste o grito no peito, deixaste o amor sufocar entre o soalho e o leito. Deitaste a fé para o lixo, jogaste fora a esperança, bebeste desconfiança, cuspiste no crucifixo. Perdeste a honra num jogo, jogado à toa, às escuras, queimaste as mãos nesse fogo onde se acendem loucuras. Agora choras, sozinha, carpindo a raiva, sem tino, quem foi a fada madrinha que te traçou o destino? Quem pela mão te levou, quem por prazer te iludiu, quem a ambição almejou e o perigo tão mal mediu? Entre as paredes da vida, pergunta ao teu coração, porque te encontras perdida nessa longa escuridão. Terás, de certo, a resposta que sempre evitaste ouvir, lê, com minúcia, a proposta na carta que tens por abrir.
Solidão
A rotina persuade a resistência O cansaço persuade a desistência A esperança empilha grãos de areia Para deixar alguma história Como se uma página nova Fosse contar algo novo Ou o esquecimento Apagando algumas palavras Refizesse algum sentido Ao refazer sentenças Como se sentido fosse fato E não o eterno refazer-se De quem deu por si no terremoto de si mesmo E nunca usou os ouvidos Para se acreditar o único A gritar em silêncio Depois do branco, do vermelho e do cinza O negro ainda será uma metáfora Do insípido e do incolor Da mesma e única solidão Onde cada um chora sua dor.
Solidão
Senti... quando senti,
olhei...quando
olhei eu vi......estava só!

02/02/2007

Solidão
Hoje queria falar da solidão. Não, não daquela que vive acompanhada Que essa é sempre Dor suave e mitigada É a concha onde nos fechamos Quando nos queremos ilha, só mar à nossa volta Quando se quer tudo esquecer até de por um tempo conjugar O verbo que nos dá o sentido de viver Amar.
Não, eu não falo dessa Falo da outra, da espessa Aquela que se impõe absoluta Que corre solta, sem travão A que corrompe corpo e alma A que oprime e esmaga Como se fosse uma enorme mão Que rasga, que tudo torna chaga A que existe em cada vão de escada Embrulhada em roupa velha e em cartão A que percorre a cidade e cada canto A que tudo seca até o mais leve pranto O entulho pelo qual passamos tanta vez Sem notar que por baixo dele existe Um coração que contra a morte ainda resiste.
Hoje queria falar de solidão Daquela que sufoca e matamas falta-me a coragem Chove muito lá fora, está frio Depois...treme-me a mão.
Só Um
Estou tão sozinha E eles nem a companhia da solidão me deixam ter Estou tão cego E eles nem o negro do interior me deixam ver Nem que fosse só por um segundo Gostava de ser perdido pelo mundo
Estou tão frio E eles nem o calor do Inverno me deixam sentir Estou tão triste E eles nem da minha tristeza me deixam rir Nem que fosse só para saber Gostava de experimentar o que é morrer
Estou tão desesperado E eles nem uma lágrima me deixam chorar Estou tão farto de mortesE eles nem com a minha vida me deixam acabar Nem que fosse só um dia assim Gostava de ser para ti o que tu és para mim.

01/02/2007

Ai solidão...
Quase deste cabo de mim mas eu virei-te as costas,não quiz mais sofrer assim.Estava rodeada de gente,sentia-me sempre sózinha,o mundo virou-me as costas e eu ouvia aquela vózinha dentro da minha cabeça,repetindo constantemente,que eu não prestava para nada.Isso não é verdade,tenho razões para sorrir,já não estou só tenho á minha volta, dois botões de rosa a abrir.Vão desabrochando a cada dia que passa enchendo de orgulho, meu coração que todos os dias bate, pensando nessa bela razão.Como é que eles exítiam se eu não decidisse viver,não teria o orgulho,nem o prazer,de vê-los crescer.Por isso solidão, não me fazes mais sofrer,tenho uma missão: Ajudá-los a crescer.Teimas em vir de mansinho ao meu pobre coração, que muito já sofreu,mas eu viro-te as costas, penso nas alegrias, que estes seres maravilhosos me dão todos os dias.
SÓLIDÃO

A Solidão é azul e secreta como olhos fechados. Um corpo feminino se desnuda e mira o infinito que penetra pelas frestas das janelas. O silêncio é branco e dói. Uma estrela subverte a solidão.
Solidão
"Sinto-me tão sozinha agora Como se não houvesse mais nada, Mais ninguém Que pudesse me levantar Me colocar de volta à vida Me sinto bem pior do que estava Como se não houvesse mais nada que me segurasse Como se o abismo me chamasse com mais intensidade Agora, vendo a escuridão da noite Me dá uma sensação tão estranha Somente a lua a me iluminar Somente ela a me acompanhar Me ouvir Me entender Meu amor acabou se afastando e a culpa é toda minha Saber disso é uma lástima Comigo agora, apenas a solidão Devo me acostumar com isso Sozinha nesse mundo inútil e incompreensível Sem o amor que sempre tive, E que joguei fora Por pensamentos inúteis Terrível saber que só agora fui me tocar de que é você que eu quero É de você que eu sinto falta todos os segundos É a sua companhia que é tudo pra mim, Nesse, e em todos os outros momentos de minha vida..."
Acordas pela noite.
Acordas pela noite, estás só.Gravas na solidão dos quartos uma estrela de lume,reflectes sobre a mesa os objectos frios desgovernas.Algures,nos becos da infância, celebra-se a primeira fábula.Já as tuas unhas percorreram os espelhos do ar,já choraste junto aos embraias.Enumera as tábuas onde um destino se inscreve, deslumbra raiz da pedra, secretamente.Não há concelebras para o pranto nos desvios da capela.Iluminas como numa tela de excessivo sol os vitrais ao fundo,e depois as naves.Será o mar?Confessa que dói uma enseada assim. Deserta de mastros,além,onde és um peixe, cintilante e cego.Azul porque é a cor dos teus pincéis.Veloz como sobre a lua alta correm as nuvens para a tempestade.Que procuras aí, que esboço de uma vida que a aguarela não redime?Uma flor de água ergue-se à tua volta, ama-te tão fervorosa mente.Algures se desata o deserto em oásis que enlouquecem a tua fronte nómada e quando abres os diques o coração grita.Adensam-se as grades, há uma campânula de corolas líquidas, quentes, um véu que aperta. Derrama-te, parte. Antes que a garganta ameace o silêncio, antes que o silêncio esmague as cordas para que não cantes.Não, não voltarás a cantar na idade dos líricos.Lírico partiste,e as pétalas arderam dinamicamente, ardeu o gladíolo,ardeu a rosa,as odiosas plantas do exílio.Pensa nessa fulgurante desolação à deriva pelos meses,pelas terras que devastaram uma cabeça arredia.Negaste a luz e o amor.Edificaste um lugar de lanças, mansardas que dão para traseiras de tudo.Dos jardins outrora belos nada dirás, do que abandonas nada esperes, ó sonhador.Derrotado,a teus pés jaz um povo.Terá sido a desdita, o fado negro?Deus mal levanta o seu chicote de fogo e eles tombam à vista das cidades, velozes ao entardecer.


Telefonema
Foi num dia sem cor, um momento triste, meu momento, Eu procurava algo especial, diferente, o universo.E como mágica utilizei o telefone e então...Alo! Não desliga, não sei quem és mas escute-me, Eu estou procurando um sonho, uma ilusão, uma utopia.Perdoe-me, espero que me entenda e ajude-me.Eu sei que foi ele que te enviou nesse momento, Por isso dei-me o teu ombro, Pois me deixa contar a minha história, a minha eterna procura, desse elo perdido.Eu já procurei em outros ombros e lugares, Algumas vezes tive pela metade e sem a certeza da verdade, Mas sei que existe, e que é importante para eu existir.Alô! Diga-me que você me compreende,Que não vai negar-me o prazer de dividir algo que é só seu, Então acontecerá o grande milagre que estou esperando.Não me negue esse sonho,Pois você foi enviada por Deus,Eu não vou te pedir muito,Apenas, eu preciso da sua amizade.Alô! não acredite que posso lhes ser útil, Mais siga do meu lado nessa estrada, Pois só você conhece o caminho, Eu estou perdido, não sei retornar sem você.A sua amizade é o meu rumo, minha referência, Eu não conheço os caminhos do vento, Apenas vivo as forças que comanda o desenrolar da vida Pois a sua amizade será o meu porto seguro.E eu amo essa minha busca.





Solidão com limite
Eu vivia numa enorme solidão Que era alimentada por uma grande inquietação. Mas eu tinha um sonho que era ter um pássaro Que fosse meu amigo. Depois de o ter, vi que o sonho que eu tinhanão era bom para o animal O pobre pássaro cai em silêncio total. Foi aí que o meu coração falou mais alto...Então entrei na realidade: vi e senti Que ninguém tem o direito de tirar A liberdade a outro ser. Soltei o pobre bicho, senti-me melhor comigo próprio E tenho a esperança que o passarinho me venha visitar.E agora, tudo o que quero é paz.
SOLIDÃO
A solidão é escura,Negra e sombria,Uma verdade bem dura,Uma verdade bem fria.A solidão também mata,Fere, pisa e destrói,Uma ferida que maltrata,Uma ferida que dói.É um pensamento que assusta,É um medo que vive,Uma doença que barafusta,Uma doença que tive...Tive, tenho e terei...Pois nunca cura haverá,Dela me escondo e esconderei,Mas sempre (ela) me encontrará.Quero continuar a viver,A minha vida não é tão má,Mas ela faz-me morrer,É uma pedra que em mim há.A solidão é essa pedra,E bem dura, por sinal,Eu bem a tento destruir,Mas fica sempre igual.É semelhante a um fracasso,Essa solidão relutante,Tudo o que fiz e agora faço,É no fim, fracassante...Tanta tristeza me afunda,No meu pranto de lágrimas mortas,Deixa em mim essa mágua profunda,De ter fechado todas as portas...