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02/02/2007

Solidão
Hoje queria falar da solidão. Não, não daquela que vive acompanhada Que essa é sempre Dor suave e mitigada É a concha onde nos fechamos Quando nos queremos ilha, só mar à nossa volta Quando se quer tudo esquecer até de por um tempo conjugar O verbo que nos dá o sentido de viver Amar.
Não, eu não falo dessa Falo da outra, da espessa Aquela que se impõe absoluta Que corre solta, sem travão A que corrompe corpo e alma A que oprime e esmaga Como se fosse uma enorme mão Que rasga, que tudo torna chaga A que existe em cada vão de escada Embrulhada em roupa velha e em cartão A que percorre a cidade e cada canto A que tudo seca até o mais leve pranto O entulho pelo qual passamos tanta vez Sem notar que por baixo dele existe Um coração que contra a morte ainda resiste.
Hoje queria falar de solidão Daquela que sufoca e matamas falta-me a coragem Chove muito lá fora, está frio Depois...treme-me a mão.

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